epitáfio

esse era pra ser um epitáfio deste espaço. é, pensei muito em declarar a sua morte. não que nada de interessante, fustigante ou altamente importante para a humanidade tenha acontecido na vida durante esses exatos dois meses (nem pensei nessa coicidência). escrevi até algumas coisas por aí com as alcunhas de "para o blog". mas, como uma paixão de carnaval, passou o fogo inicial da paixão e agora é um amor daqueles que dá sensação de conforto por estar próximo, mas que vc às vezes, pelas outras coisas da vida, esquece de regar sempre. ao contrário de um epitáfio, esse post vai ser meio q uma certidão de renascimento. se vai ter novidade? sei ainda não. pretendo. quem sabe da vida, né?

deixa eu te contar mais de mim...

"Não sou na verdade uma garota.Sequer sou uma garota menino.Sou um homem homem- e isso não significa que seja sapatão. Os homens são muito mais diretos. Não ficam insistindo nas coisas nem fazem joguinhos psicológicos. Não estou dizendo que todas as mulheres sejam assim, ou que alguns homens não façam esses jogos, mas, no geral, os homens são mais calmos e não ficam perdendo tempo.A vida é curta. Qualquer coisa pode acontecer, e em geral acontece, de modo que não tem sentido ficar sentado pensando a respeito de todos os 'ses,'es' e 'mas''

amy "louquinha" winehouse, sobre si mesma e algumas mulheres. acho q me identifico com mais do que a música dela...

seu sabiá

"se vc sem dormir, tremer ao nascer do sol (...) vc pode estar tristissimo no seu quarto, que eu sempre terei meu jeito de consolar..."

insone

tô com uma puta insônia. ouço noites do norte, depois de rever o filme do cowboys gays e uns trechos dos filmes proibidos pra menores da band (quanta criatividade, meu deus!)
deve de ser o calor, esse mormaço todo. o vácuo entre o novo e o velho ou sei lá o que.
por enquanto, seguir conselhos de chico - sempre ele - na voz de caê: eu faço samba e amor até mais tarde...

(gostei do formato natalesco q minha amiga lôra mandou esse texto do sempre bem vindo neruda. publico aqui e me despeço de vez (esse ano!)

ODE AO PÃO - Pablo Neruda

"a terra,
a beleza,
o amor,
tudo isso
tem sabor de pão,
forma de pão.
germinação de farinha,
todas as coisas
nasceram para serem compartilhadas,
para serem entregues como dádiva,
para se multiplicarem."

tinha feito um texto enorme, sobre guerras, conquistas e cervejas, mas a tecnologia é uma desgra*********! (por isso q eu escrevo no bloco de notas antes, sempre dá certo!)

enfim, já tava quase encerrando dizendo q é preciso estar sempre ébrio. de cerveja, de vinho, de amor, de vontade, de desejo. encerra-se um ano de guerreiros e deuses ébrios. inicia-se um ano de conquistas e sabedoria. embriague-se!

até depois de amanhã!

sobre jim carrey

o amor é uma série de lembranças misturadas. vezes, ama tanto e de tanto amar, q acha q o ser fez parte das mais tardias lembranças, das mais tenras.
lembrança é uma coisa de doido. é uma certeza de coisas suas, sem um filtro pré-definido. qual botão manda q a gente se esqueça do aniversário de namoro mas lembre de um aniversário de luto? qual faz lembrar da palavra mais doida da briga e esquecer daquele afago tão singelo? qual melodia é mais grudenta q aquela música de FM sem letra, sem ritmo, sem melodia... lembrança é uma cicatriz da alma.
(ando vendo muito brilho eterno de uma mente sem lembranças)

"quero ficar no teu corpo...

(foto by joão raimundo. tatuador, carioca)

16 de dezembro

brigar por tudo. pelo q vc acha certo e pelo q eu acho certo. pelo teu cigarro q deveria ter sido apagado mais cedo, pelo teu litro de cachaça q sempre tava lá, em cima da mesa.
sorrir e ver teu sorriso de olhinho apertado. lembrar de quando cantava pra mim "quem quer pão?"(meu deus, quando a xuxa ainda era rainha dos baixinhos!), de sua forma arrasoada de me dizer eu te amo. tratar peixe na beira da praia, nas pedras em arembepe, e ser arrasatada por você para lá e para cá: essa daqui é a secretária de comunicação (sic). chorar com você, chorar por você, chorar sem você. lembrar de seus conselhos, dos sustos, de como bruce era todo seu e de como eu ficava toda boba quando você me chamava de princesinha... minha princesinha.
conjugamos tanta coisa juntos. como se conjuga saudade?

o vento

disperso-me por aí

feito brisa

depois

me rejunto e chego como ventania

derrubo coisas

varro casa

safadamente

devasso a monotonia

 

talvez eu seja um vento mau

talvez injusto

pra quem tinha olhos postos no horizonte

a procurar por mim

 

não me desespero

e não quero

ser feliz de outro jeito

 

(landé onawale)

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